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  • Milena Nardocci

5 anúncios antigos (e absurdos) de alimentos direcionados às crianças




O marketing de alimentos ultraprocessados muitas vezes distorcem ou manipulam as informações (até mesmo científicas). Aqui nesse post eu apresento 5 anúncios antigos (absurdos) de alimentos ultraprocessados direcionados às crianças.


1. LEITE CONDENSADO


Anúncio: Leite Condensado Moça

Anunciado na época como um alimento “muito indicado” para substituir o leite materno, afinal, ele é “puro” e vitamínico… Na época ele era anunciado como um alimento seguro, isto é, sem contaminação.


No anúncio, eles só esqueceram de falar da quantidade de açúcar que é adicionado no leite condensado, do risco elevado de desenvolver cáries, diabetes, obesidade, entre outras doenças crônicas. Além disso, não podemos esquecer do risco de contaminação pela latinha de alumínio, que libera compostos tóxicos prejudiciais à saúde do bebê.


2. REFRIGERANTE

Anúncio: Refrigerante Coca-Cola

Segundo o anúncio, nunca é cedo demais para oferecer Coca-Cola. Afinal, “testes de laboratório provaram que bebês que começam a beber refrigerante durante períodos iniciais do desenvolvimento têm chances muito maiores de serem aceitos e se adaptarem melhor durante a pré-adolescência e adolescência”.


O anúncio continua: “Então, faça à você mesmo um favor. Faça um favor ao seu filho. Coloque eles em um regime estrito de refrigerantes e outras bebidas açucaradas agora mesmo, para uma vida de felicidade garantida”. Dentre os supostos “benefícios” da Coca-Cola estão: promover um estilo de vida saudável, melhorar a personalidade e fornecer ao corpo açúcares essenciais.


Em uma latinha de refrigerante contém aproximadamente 7 colheres (chá) de açúcar. O consumo de bebidas açucaradas é considerado hoje uma das principais causas de obesidade infantil. Ele aumenta o risco de diabetes, síndrome metabólica e pressão alta.


Além disso, estudos mostram que quem consome refrigerante regularmente, dificilmente atinge as recomendações de vitaminas e minerais, como a vitamina A, cálcio e magnésio. Um dos motivos é a quantidade elevada de cafeína que dificulta a absorção de nutrientes provenientes de outros alimentos.


3. FARINHA LÁCTEA



Anúncio: Farinha Láctea Nestlé

Essa propaganda me incomoda de um jeito especial porque até hoje farinha láctea é anunciada como um complemento alimentar infantil “adequado”.


Segundo o anúncio da época, a farinha láctea é super prática e contém “em quantidades cientificamente estudadas todas as substâncias indispensáveis para assegurar à criança um perfeito equilíbrio alimentar”. Quanta “encheção” de linguiça, hein?


Ainda segundo o anúncio, a farinha láctea é ótima para o desenvolvimento ósseo e da dentição, e promove boa disposição e alegria de viver.


Só para deixar claro: a farinha láctea não é um alimento recomendado para bebês, ela não contém todos os nutrientes que um bebê precisa. Ela é um alimento ultra-processado cheio de açúcar.


4. CERVEJA

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Anúncio: Cerveja Malzbier

Assim como os alimentos ultra-processados apresentados anteriormente, a cerveja também era anunciada como um alimento adequado para crianças. Segundo o anúncio, a cerveja é indicada para senhoras e crianças, pois ajuda a combater anemia e palidez.


Em um outro anúncio, dizia-se que dar cerveja para crianças antes de dormir é ótimo para garantir uma ótima noite de sono para toda a família. Oi?


5. CIGARRINHOS DE CHOCOLATE


Anúncio: Cigarrinhos de Chocolate Garoto

Porque às vezes uma imagem fala mais do que mil palavras. Nesse anúncio, não tem nenhuma referência a um “fato científico”. Ele “só” promove tabagismo em crianças. Mas calma, o cigarrinho é de chocolate, então “tudo bem” (ironia). 


Acho que me faltam comentários para esse anúncio. Será que a empresa que produzia esses alimentos produzia também tabaco? (A Garoto que pertence ao grupo Mondèlez - antiga Kraft - foi adquirida pelo grupo de tabaco Philip Morris).


O MARKETING DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS


Será que na época que esses anúncios foram lançados eles eram considerados “absurdos”? Hoje em dia temos uma regulação de marketing de alimentos muito maior que antigamente quando não se tinha controle nenhum do que podia ser dito e anunciado. Mas será que a regulação de alimentos ultra-processados é suficiente? Será que hoje em dia ainda existe anúncios “absurdos” circulando por aí? Deixo aqui essa reflexão.

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© Petit à Petit 2017 by Milena Nardocci

São Paulo - SP